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“Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração” (At 2.46).

“E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo” (At 5.42).

“Jamais deixando de vos anunciar coisa alguma proveitosa e de vo-la ensinar publicamente e também de casa em casa” (At 20.20).

“Saudai Priscila e Áqüila, meus cooperadores em Cristo Jesus, os quais pela minha vida arriscaram a sua própria cabeça; e isto lhes agradeço, não somente eu, mas também todas as igrejas dos gentios; saudai igualmente a igreja que se reúne na casa deles. Saudai meu querido Epêneto, primícias da Ásia para Cristo” (Rm 16.3-5ª).

“Saudai os da casa de Aristóbulo” (Rm 16.10).

“Saudai Asíncrito, Flegonte, Hermes, Pátrobas, Hermas e os irmãos que se reúnem com eles” (Rm 16.14).

“Saudai Filólogo, Júlia, Nereu e sua irmã, Olimpas e todos os santos que se reúnem com eles” (Rm 16.15).

“As igrejas da Ásia vos saúdam. No Senhor, muito vos saúdam Áqüila e Priscila e, bem assim, a igreja que está na casa deles” (1Co 16.19).

“Saudai os irmãos de Laodicéia, e Ninfa, e à igreja que ela hospeda em sua casa” (Cl 4.15).

“Paulo, prisioneiro de Cristo Jesus, e o irmão Timóteo, ao amado Filemom, também nosso colaborador, e à irmã Áfia, e a Arquipo, nosso companheiro de lutas, e à igreja que está em tua casa” (Fm 1-2).


Além de todos este, vale também citar o conselho de Jetro que, cheio de sabedoria, observou que seu genro Moisés passava praticamente o tempo todo julgando e resolvendo as questões do povo hebreu, que era insuficiente, desgastante e contraprodutivo, retirando-lhe importante tempo e energia para outras atividades que eram de exclusiva responsabilidade dele. Aconselhou-o então a dividir o povo em pequenos grupos com chefes de mil, de cem, de cinqüenta e de dez para que resolvessem as questões básicas do povo. Assim, Moisés pode então exercer uma liderança eficaz entre o povo, fazendo com que este fosse mais beneficiado (Êxodo 18.1-27).

1º período dos Grupos Pequenos:
Formação da Igreja I (Jesus Cristo)

Todos nós sabemos que a Igreja nasceu com o Senhor Jesus Cristo como fundamento e com o Espírito Santo como fundador. A base lançada pelo fundamento da Igreja foi a escolha de um grupo pequeno de pessoas a quem chamou de discípulos, e com quem compartilhou de seus ensinamentos e delegou responsabilidades mais do quem com outras pessoas em seus 3 ½ anos de ministério terreno.

A comunhão diária de Jesus com aqueles doze homens foi de grande privilégio tendo o ensino prático, aplicado no dia-a-dia deles, predominância sobre qualquer ensino teórico. A estes doze, por exemplo, Jesus enviou para pregar o reino, e deu-lhes poder para curar os enfermos e expulsar os demônios.

Assim, o período formativo da Igreja se deu em um pequeno grupo de 12 pessoas em torno de uma liderança.

2º período dos Grupos Pequenos:
Formação da Igreja II (Pentecostes)

Depois Jesus enviou 70 discípulos para que pregassem o reino (evangelizar), curassem os enfermos e expulsassem os demônios, sendo que os discípulos deviam ir “de dois em dois” (Lc 10.1). Aqui vemos a estratégia evangelística de Jesus.

Logo após sua ascensão aos céus vemos que havia cerca de 120 pessoas reunidas em uma mesma casa no dia de Pentecostes (At 1.15; 2.1-4), que foram batizadas com o Espírito Santo. Capacitados por este “poder do alto” em suas vidas, começam a anunciar o evangelho com intrepidez, tendo a pregação de Pedro levado cerca de 3.000 almas para a salvação.

A Igreja crescia e algo precisava ser feito para que aquelas permanecerem firmes e frutíferos (o fruto tinha que “permanecer”). A Bíblia mostra que a igreja começa a se organizar com o desenvolvimento de uma estrutura de diáconos para apoio pastoral. Porém a história mostra que a Igreja não teria descanso pois, além da inimizade com os judeus, salvo raras exceções (como em Jerusalém imediatamente após o batismo daquelas 3.000 almas) a pregação de Cristo atraia inimizade dos gregos, romanos etc.

3º período dos Grupos Pequenos:
A Igreja Perseguida pela Igreja Prostituta sobrevive

Se no início reuniam-se no templo e de casa em casa (At 2.42 e 5.46), após a morte de Estevão a perseguição encrudeleceu e até meados do século III d.C. a igreja sobreviveu – e cresceu – reunindo-se nos lares, escondidos das babuskas e demais delatores.

Com a cripto-conversão de Constantino, templos pagão passam a ser renomeados com nomes de cristãos e este mascaramento sincrético do paganismo geraria a Igreja Católica, adotando costumes e práticas pagãs e perdendo a cada dia suas características neotestamentárias.

Uma vez tendo o Pseudo-Cristianismo dominado com seus templos “oficiais” a Europa e parte da Ásia, perguntamos: Como a Igreja Verdadeira sobreviveu? A resposta é simples: nas casas, nas florestas, nas montanhas. Foi nestes lugares, tão distantes dos templos, que a Reforma Protestante começou, bem antes de 1517.

4º período dos Grupos Pequenos:
A Reforma Protestante também se desenvolveu por causa dos grupos pequenos

Sabemos que Lutero e Zwínglio, assim como seus antecessores Savanarola, Wycliff e Huss eram pessoas que tinham a prática de pregar suas doutrinas nos púlpitos dos templos ou em salas e auditórios de universidades, mas a extensão da Reforma se deu através da adoção de suas idéias em pequenos grupos, como os valdenses, os petroprussianos, os anabatistas, os pietistas luteranos e os morávios, dentre muitos outros.

O movimento reformado, entretanto, se fixou demais nos templos e, com o tempo, perdeu sua força evangelística-discipular. Os grupos que mantiveram reuniões além dos templos promoveram a expansão do evangelho em todo mundo. Os morávios, por exemplo, exerceram grande influência em Wesley que iniciou sua Reforma Santa pelos grupos pequenos, tanto de estudantes (em Oxford, inicialmente) quanto nos lares. Aliás, enquanto os protestantes lutavam nos púlpitos, cortes e universidades européias, os morávios enviavam missionários para os confins da terra.

5º período dos Grupos Pequenos:
Os pequenos grupos difundem o Pentecostalismo

E o que dizer do movimento Pentecostal senão como um movimento de base caseira? De Atos dos Apóstolos ao reavivamento da Rua Azuza, o movimento pentecostal foi sendo expandido pelo Espírito Santo em reuniões de oração dentro das casas, uma vez que tais reuniões em que era dada a liberdade ao Espírito Santo eram proibidas nas tradicionais igrejas protestantes.

É o caso típico do movimento pentecostal do início do século XX quando alunos do Pr. Charles Fox Parham, da Bethel College de Topeka (Kansas), durante um breve período de férias de final de ano se reuniram para estudar sobre o Espírito Santo em suas casas e, como conseqüência, começaram a orar e uma das alunas, Agnes Ozman, foi batizada com o Espírito Santo.

O mesmo se deu com William Seymour em Los  Angeles, que pregava a doutrina pentecostal nas casas dos crentes que aceitaram a mensagem, tendo seu endereço caseiro mais comum o do casal Richard e Ruth Asbery, na Rua Bonni Brae, 214. Somente com o crescimento numérico é que alugaram um estábulo na Rua Azuza onde iniciaram a Igreja da Fé Apostólica, que viria a ser a mãe da Igreja Assembléia de Deus.

6º período dos Grupos Pequenos:
Os pequenos grupos fazem a Igreja sobreviver ao Comunismo

Ainda na antiga União Soviética (Rússia, Ucrânia, Letônia etc.) e os países por ela invadidos e dominados (Polônia, Hungria, Tchecoslováquia etc.), com a proibição de reuniões religiosas pelo regime comunista, os cristãos se reuniam nos porões das casas em pequenos grupos (“a Igreja Subterrânea”) e prevaleceram diante da imposição atéia e do envio de muitos pastores e evangelistas flagrados pregando a Cristo, sendo enviados às Clínicas de Reabilitação, na Sibéria. Ainda hoje a China, mesmo sob o comunismo, é o país de maior crescimento numérico do evangelho apenas e tão somente através das Igrejas nos Lares, uma vez que as igrejas “oficiais” têm suas lideranças determinadas pelo governo e as mensagens pregadas são analisadas pela censura comunista.

7º período dos Grupos Pequenos:
As Igrejas nos Lares HOJE

Principalmente após os anos 1950 a igreja no mundo atual começou a dar atenção ao crescimento das igrejas em lares no “mundo livre” por causa da igreja coreana, o que veremos a seguir.

David Young Cho (Seul, Coréia do Sul)
A maior divulgação de Igreja em grupos pequeno no presente século nos vem de Seul, capital da Coréia do Sul, onde o Pastor David (Paul) Young Cho implantou no ano de 1964 o sistema de reuniões nos lares denominando-os de “Grupos Familiares”. Seu rol de membros era composto de cerca de 2.400 membros. Seu crescimento foi impressionante, conforme os dados que compilamos abaixo:

* Em 1964 contavam com 2.400 membros
* Em 1972 passaram para 18.000 membros
* Em 1980 já eram 150.000 membros
* Em 1982 atingiram 300.000 membros
* Em 1993 chegaram a 700.000 membros com 51.000 líderes
* Atualmente já passam de 1.000.000 membros

O templo da ilha de Yoido é o maior do mundo, tendo capacidade para 300 mil pessoas, e chega-se a ter nove cultos em um só domingo. Para acomodar as pessoas, o templo tem cinco andares e cinqüenta telões espalhados. Durante os intervalos do culto, as telas exibem filmes sobre os evangélicos no mundo e testemunhos.

Ralph W. Neighbour Jr.
O pastor batista Ralph W. Neighbour Jr visitou um dos grupos familiares na Coréia do Sul e gostou do sistema de trabalho. Com toda sua formação e sendo um bom conhecedor nas áreas de administração empresarial e econômica, procurou adaptar o sistema administrativo da igreja coreana para uma igreja americana, simplesmente trocando o nome de GF (Grupos Familiares) para NF (Núcleos Familiares), que mais tarde veio a se chamar NC (Núcleo de Células). E por que núcleo de células?

Ralph W. Neighbour Jr não queria que os núcleos ficassem sem um modelo de administração e foi justamente neste ponto que ele adotou um princípio administrativo muito antigo que vem desde Jetro até a divisão da Europa, os famosos G's, ou seja os Grupos. Foi a primeira vez que se ouviu falar em G (ou seja, o “G-5”, o modelo que deu inicio e que viria ajudar na elaboração do “G-12” e outros G's).

Dion Robert (Costa do Marfim)
No continente africano, a Primeira Igreja Batista de Abidjan (Costa do Marfim) liderada pelo pastor Dion Robert começou a adotar o sistema de pastoreamento e discipulado nos lares e hoje conta com mais de 150.000 membros, influenciando e abençoando aquela nação que foi livre uma grande guerra civil que assolou muitas nações vizinhas.

César Castellanos (Colômbia)
A cidade de Bogotá na Colômbia tem sido abalada por uma Igreja em Células dirigida pelo Pr. César Castellanos Domingues que têm cerca de 25 mil células onde se reúnem mais de 250 mil pessoas alcançadas pelo amor do Senhor Jesus Cristo. Essa Igreja era composta há alguns anos por 300 membros.

O pastor Castellanos desenvolveu o sistema de evangelismo, discipulado e pastorado G-12, onde se objetiva que cada pessoa forme um novo grupo com doze pessoas (um novo G-12), mas não deixando de participar do grupo original e do novo grupo, e assim por diante.

René Terranova (Manaus)
A Primeira Igreja Batista da Restauração em Manaus, tendo à frente o pastor Renê Terranova, é um dos líderes que adotou o modelo colombiano no Brasil e tem crescido vigirosamente:

* Ano de 1995: 12 grupos familiares
* Ano de 1997: 130 células.
* Ano de 1999: 2.000 células.

Lawrence Khong (Cingapura)
Pastor da Igreja Batista Comunidade da Fé, em Cingapura, pequeno país de 641 km2 mas com uma população de 3,4 milhões de pessoas, é um dos países livres onde se proíbe a evangelização nas ruas. Apesar disso, fazendo o trabalho de evangelismo, discipulado e pastoreio nos lares, hoje aquela igreja batista conta com mais de 10.000 membros e já implantou igrejas com seus membros distribuídos em grupos pequenos em vários países, como a Rússia, Hong Kong, Taiwan, Cazaquistão, China, Indonésia, Filipinas e outros dentro da oprimida “Janela 10/40”.

Sérgio Solorzano (El Salvador)
A Missão Elim iniciou em 1977, quando o pastor Sérgio Solorzano foi chamado da Guatemala para iniciar um trabalho em San Salvador junto com outros 9 irmãos e irmãs. Em sete anos, a igreja cresceu para 3.000 membros, usando a estrutura tradicional da igreja. Em 1985, Solorzano visitou o congresso de crescimento da igreja em Seul e, ao retornar, mudou todo o trabalho da sua igreja para a estrutura baseada em células. Após perder alguns membros agora tem mais de 120.000 membros na igreja central, além de igrejas-filhas em vários países. Essa igreja tem dois encontros das células por semana, um para edificação e outro para evangelismo.

Abe Hubber (Santarém, Pará)
Pastor Abe Hubber lidera a Igreja da Paz na cidade de Santarém (PA). O seu ministério conta atualmente com 21 igrejas na cidade de Santarém e 150 igrejas na região, todas geradas por seu ministério de poucos anos, além de um grande número de igrejas nas regiões Norte e Nordeste, todas em células e no modelo MDA (Método de Discipulado Apostólico). O forte desse ministério é o discipulado pessoal. Além das células familiares, há as micro-células de discipulado e treinamento.

Após estudos nos Estados Unidos em 1982 voltou à Santarém para pastorear a Igreja da Paz Central e, em 1993, adotou o sistema de células.

* Ano de 1993: 400 membros e 12 células.
* Ano de 2000: 8.000 membros e 800 células.
* Ano 2006: 11.000 membros, 1.400 células e 200 igrejas.

PROJETO “KOINONIA” (Igreja de Nova Vida da Tijuca)
Sobre o “Projeto KONONIA” você pode conhecer tanto sua história como toda sua metodologia percorrendo este site.

Estatísticas sobre as igrejas baseadas nos sistemas de exclusividade de cultos públicos e aquelas baseadas em grupos pequenos, como a KOINONIA
A igreja que adotam o modelo tradicional baseado exclusivamente em reuniões nos cultos públicos tem conseguido crescer até um patamar limitado (salvo exceções que, percentualmente, são pequenas). Os números dão conta:

* 67% das igrejas param de crescer ao atingirem de 100 membros.
* 50% das igrejas param de crescer ao atingirem de 150 membros.
* 28% estacionam em 350 membros.
* 5% conseguem chegar a 1.000 membros (membros “ativos”, e não rol de membros “fantasmas”).
* 1% consegue chegar a 2.000 membros (idem).

Qual a causa dessa limitação? Com as atividades centralizadas nos templos (edifícios) e em especialistas (dirigentes de programas), as pessoas não são alcançadas lá onde se encontram, necessitadas e sedentas do amor de Cristo.

Conclusão
Você pode perguntar: Por que essa preocupação toda com o crescimento da Igreja? E a resposta nos vem dos dados do crescimento da população mundial:

* No ano 1800 a população mundial era de 1 bilhão de pessoas.
* No ano 1900 a população duplicou, indo para 2 bilhões.
* No ano 2006 a população mundial chegou a 6 bilhões.
* A estimativa para o ano de 2025 é que a população mundial atinja 10 bilhões.

Soma-se o fato que mais da metade da população do mundo nunca ouviu o nome Jesus Cristo. Assim, urge que deixemos posturas pequenas, preconceitos infantis e posturas que mais refletem inveja que alegria com a expansão do Reino de Deus pelas almas que tem sido ganhas pelos grupos pequenos e vamos salvar almas para Cristo. Enquanto alguns teóricos gastam suas energias tentando parar o avanço da obra evangelística e a salvação de almas que rumam ao inferno, que unam suas forças para alcançar os perdidos.

Como em qualquer movimento e denominação que experimentou grande e abençoado crescimento, ocorreram alguns excessos que foram imediatamente divulgados por líderes mau-intencionados como sendo um “padrão”, na tentativa (em alguns casos bem-sucedida) de influenciar pessoas desinformadas da igreja a não aceitarem mais este movimento do Espírito Santo, tal qual como tentaram fazer com o Movimento Pentecostal (“são espíritas dentro das igrejas”, diziam alguns de igrejas tradicionais), com John Wesley (anglicanos chegaram a apedrejar a igreja onde pregava por falar sobre a santificação e a perda da salvação), com os anabatistas (diziam que ofereciam crianças em rituais satânicos) e vários outros. A Igreja de Nova Vida da Tijuca pode não adotar o G-12, ou M-12, ou o Grupo Familiar, ou o MDA ou o 5x5, tendo desenvolvido sua própria metodologia a qual chamamos de Projeto KOINONIA, mas jamais pecaríamos em atribuir a satanás aqueles movimentos que tem alcançado almas para Cristo de e abençoado milhões de vidas. Muito pelo contrário, louvamos a Deus pois, enquanto estéreis bocas amaldiçoam a Igreja que trabalha intensamente para salvar o perdido com sistemas e metodologias que julgam não ser a deles, eles estão servindo a Cristo e ao próximo, sabendo que o reconhecimento que importa será dado pelo Crucificado que se importou mais com a salvação dos perdidos que com a teoria dos que se achavam sãos.

Pr. Martinho Lutero Semblano
Igreja de Nova Vida da Tijuca